skip to Main Content

É verdade que os pacientes oncológicos estão incluídos no grupo de risco?

Sim, de acordo com um estudo publicado no British Medical Journal, indivíduos com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e asma são os mais propensos a terem complicações ao contrair a COVID-19. Também entram neste grupo de risco pessoas com:

  • Mais de 60 anos de idade
  • Problemas cardíacos
  • Problemas hematológicos, como a talassemia
  • Doenças renais
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
  • Imunossupressão, como no caso dos pacientes em tratamento oncológico ou que passaram pelo transplante de medula óssea

Um dado importante é que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), dentre os cânceres, linfomas, leucemias e mieloma múltiplo são considerados os de maior risco para a COVID-19.

Lembrando que nem todos os pacientes que têm um câncer estão imunossuprimidos, mas ainda assim continua sendo fundamental tomar todos os cuidados para evitar a infecção.

Se é para ficar em casa, como fica o meu tratamento?

Em meio à pandemia mundial, por conta da COVID-19, autoridades de saúde têm pedido aos brasileiros que, se possível, fiquem em casa. Evitar aglomerações e contato físico é uma das maneiras mais eficientes para evitar a doença.

Mas se você é paciente de câncer, deve estar em dúvida sobre como proceder em relação a seu tratamento.

Atualmente, os hospitais têm recebido muitas pessoas com suspeita e até mesmo confirmação da COVID-19. Embora seja um lugar que receba cuidados especiais de higiene e esterilização, os riscos de contaminação podem existir. E é justamente para proteger os pacientes que alguns tratamentos e exames estão sendo adiados.

Isso quer dizer que todos os pacientes devem parar o seu tratamento? A resposta é NÃO!

De acordo com o Dr. Nelson Hamerschlak, onco-hematologista do Comitê Médico da Abrale, somente estão sendo canceladas as terapias que podem esperar. E essa é uma decisão, avaliada pelo especialista, caso a caso. O acompanhamento destes pacientes deve continuar, inclusive! Com as ferramentas tecnológicas hoje disponíveis, como a telemedicina, é possível que as consultas sejam feitas online, por meio de celulares e computador, por exemplo.

E os tratamentos que não podem parar?

Agora, para aqueles pacientes que não podem ter o seu tratamento adiado, seja pelo tipo, agressividade do câncer ou outras comorbidades relacionadas à doença, as consultas presenciais continuam acontecendo.

Para estes casos, alguns cuidados especiais serão necessários. Veja a lista preparada pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC):

  • Use máscaras apropriadas, que cubram toda a região da boca e nariz. E não esqueça de trocá-las a cada 3 horas.
  • No hospital, evite contato físico direto, mesmo com o seu médico e a equipe de saúde. E, claro, tome a mesma atitude com todas as pessoas que estiverem circulando pelo ambiente hospitalar.
  • Evite ambientes fechados e com aglomerações. Por isso, permaneça somente o tempo necessário em ambiente hospitalar.
  • Pacientes que vão a um centro de tratamento oncológico devem ir acompanhados de apenas uma pessoa, e este acompanhante não pode apresentar nenhum sintoma de gripe.
  • As visitas hospitalares devem se restringir àquelas estritamente necessárias.
  • Para aqueles pacientes que precisarem ficar internados, a indicação é também de apenas um acompanhante. É muito importante que este acompanhante permaneça o tempo integral no quarto, para não correr riscos de levar o vírus ao paciente e a ele mesmo.

Fonte: Dr. Nelson Harmeschlak, coordenador da Hematologia e do Centro de Transplante de Medula Óssea do Hospital Israelita Albert Einstein e membro do Comitê Médico da Abrale

Linfoma de Hodgkin

  • Em casos de doença avançada, a terapêutica deve seguir com o protocolo ABVD ciclos com PET interim e evitar o uso da Bleomicina nos 3-6 (RATH trial) se PET Scan negativo.
  • Se PET ainda  positivo, preocupação com escalonar o tratamento nesta fase.
  • Alternativa AAVD (ECHELON-1)
  • Importante evitar mudar esquemas clássicos em primeira linha
  • Quando possível, diminuir o número de sessões de radioterapia
  • Se o TMO auto ou alo for inevitável, seguir as normas do ASTCT, EBMT
  • Como terapia de suporte: telemedicina, GCSF e antibióticos profiláticos para evitar neutropenia e hospitalizações.

Linfomas não-Hodgkin indolentes

  • Como o tratamento não tem objetivo curativo, há mais flexibilidade durante a epidemia.
  • Watch and Wait (assistir e esperar) em pacientes assintomáticos é preferível. Evitar Rituximabe nestes casos. Cuidado também com boardlines
  • Se o tratamento indicado é com o Rituximabe, melhor que R quimioterapia, que pode ser realizada depois.
  • Se é indicado o RCVP ou RCHOP>R-Bendamustina.
  • LNH de manto e de zona marginal, se possível usar o ibrutinibe
  • Em pacientes com R/R que já iniciaram tratamento, evitar uso de terapêuticas baseadas em Bendamustina.
  • Diminuir número de ciclos
  • Tentar uso de lenalidomida ou ibrutinibe
  • Evitar auto ou alo TMO nesta fase
  • Como terapia de suporte: uso da telemedicina, antibióticos profiláticos e GCSF. Evitar a manutenção, neste momento.

Linfomas não-Hodgkin agressivos

  • RCHOP deve ser a primeira escolha
  • Double HIT e linfoma primária de mediastino R-DA-EPOCH
  • R CHOP 14 para linfoma primário de mediastino. Radioterapia também é uma alternativa.
  • Idosos R mini CHOP
  • Risco de invação ao Sistema Nervoso Central, 2 ciclos de MTX se R-DA-EPOCH e quimioterapia intratecal
  • Estágios limitados 4 R CHOPs> Combinado com radioterapia
  • R/R: lenalidomida, se possível Pola e Bendamustina
  • Se a terapêutica de salvamento e transplante é inevitável, checar a disponibilidade de componentes de sangue e leitos de terapia intensiva
  • Como terapia de suporte: telemedicina, antibióticos profiláticos e GCSF.

Fonte: Dr. Marcel Brunetto, hematologista no Hospital Sírio Libanês, professor da Universidade de São Caetano do Sul e médico associado ao American College of Physicians.

Leucemia linfoide aguda (LLA)          

*Atualização 30 de março de 2020

Fui diagnosticado com LLA existe alguma nova recomendação para a indução inicial e terapia pós-remissão intensiva?

O teste para SARS-CoV-2 é recomendado antes do início da quimioterapia intensiva para LLA, independentemente dos sintomas. Se os pacientes forem positivos para SARS-CoV-2, adie o tratamento sistêmico, embora a terapia intra tecal possa ser administrada se houver sintomas no SNC. Se o teste SARS-CoV-2 não estiver disponível, considere uma triagem cuidadosa dos sintomas e uma tomografia computadorizada do tórax.

Se o LLA for Ph-, a maioria dos centros continua com a terapia de indução curativa padrão, porque o atraso está associado a resultados muito ruins. O risco de precisar de um leito de UTI durante a terapia de indução é baixo (provavelmente <3%). Há uma tremenda controvérsia sobre como gerenciar esteróides. A maioria concorda que seu uso deve ser minimizado (por exemplo, como terapia antiemética não deve ser utilizado), mas eles são uma parte crucial da terapia inicial com LLA. Se os pacientes apresentam alto risco de complicações, pode-se reduzir dose de alguns quimioterápicos como daunorrubicina com redução de dose (50%) ou uso de pegaspargase com dose reduzida (por exemplo, 1000 UI / m2). Uma vez que toda quimioterapia de indução tenha sido administrada, pode-se considerar o uso de G-CSF para facilitar a recuperação da contagem. Alguns estão mantendo os pacientes hospitalizados até a recuperação da contagem, se possível, se o ambiente hospitalar for mais seguro do que as visitas frequentes à clínica. Para LLA Ph +, o uso de inibidores de tirosinoquinase (TKI) com exposição mínima a esteróides é favorecido à indução agressiva de quimioterapia com múltiplos agentes para o tratamento inicial, na esperança de evitar hospitalizações prolongadas durante a pandemia.

A terapia intensiva pós-remissão é fundamental para a cura, por isso recomendamos que proceda com algumas modificações. Há muita controvérsia sobre o rituximabe durante a consolidação – alguns acham que ele deve ser administrado com o monitoramento dos níveis de IgG e substituição; outros se preocuparam com a exposição adicional em clínicas para enfermeiros / pacientes durante a infusão. Considere o G-CSF no final da consolidação e os cursos de intensificação atrasados ​​para minimizar os períodos de neutropenia.

Para pacientes com LLA de alto risco, é necessária uma tomada de decisão individualizada em relação ao transplante, equilibrando os riscos do transplante / COVID-19 com o risco de morte por LLA.

Existem novas recomendações para terapia de manutenção?

Considere manter uma contagem absoluta de neutrófilos mais alta (~ 1.0000/mm3) durante a manutenção, mas tente manter o cronograma de quimioterapia e quimioterapia intra tecal. Alguns sugerem redução de 50% da dose de glicocorticóides durante a manutenção; em muitos países europeus, nem a prednisona / dexametasona nem a vincristina são incluídas durante o tratamento de manutenção. Se um paciente se tornar COVID +, deverá suspender toda a terapia de manutenção até a infecção resolver. Minimize as visitas clínicas enviando medicamentos aos pacientes e siga-os o máximo possível por telemedicina e coleta de sangue em casa.

E se o tratamento for para pacientes com leucemia recidivante / resistente?

Para LLA -B: Tente evitar hospitalização usando inotuzumabe ou fazendo a transição rápida de blinatumomabe para ambulatório, se possível.

Para LLA – T: Os regimes à base de nelarabina podem ser administrados como de costume.

Pacientes que atingem a CR2 devem ser considerados para transplante alogênico rapidamente, apesar da pandemia.

Algum dos medicamentos para leucemia interage com potenciais terapias com COVID-19?

A hidroxicloroquina não interage com o metotrexato ou 6-MP; Tenha cuidado ao usar a hidroxicloroquina com outros agentes prolongadores do QTc, como a levofloxacina.

O Kaletra (lopinavir / ritonavir) pode aumentar a concentração de metotrexato, de modo que o monitoramento é sugerido sem ajustes de dose empíricos. No entanto, existe uma interação de Grau D com a vincristina devido ao aumento da concentração sérica, portanto a redução da dose deve ser considerada. Não há interação com 6 MP, daunorrubicina ou pegaspargase.

Leucemia linfocítica crônica (LLC)

*Atualização em 3 de abril de 2020

Fui diagnosticado recentemente  ou sou portador de LLC,  apresento maior risco de COVID-19 grave do que outros pacientes com malignidades hematológicas ou tumores sólidos?

Em geral, os pacientes com LLC são considerados de alto risco para infecções, principalmente a família bacteriana e do vírus do herpes (HSV, VZV, CMV, EBV) devido à imunodeficiência subjacente e resposta imunológica inadequada a infecções. No entanto, no momento, não há evidências indicando uma incidência desproporcionalmente maior de COVID-19 grave em pacientes com LLC, em comparação com pacientes com outras neoplasias.

Existe uma nova abordagem para iniciar a terapia para LLC durante a pandemia?

Adiar o início do tratamento, se possível. Para pacientes que necessitam de terapia imediata, ainda oferecemos a melhor opção de tratamento, considerando a doença e os fatores específicos do paciente. Quando houver mais de uma opção, deve-se dar preferência aos tratamentos que podem ser oferecidos no ambulatório e exigir menos visitas à clínica e avaliações laboratoriais. Tentamos evitar ou pular o tratamento com anticorpos monoclonais (rituximabe, obinutuzumabe), especialmente quando administrados em combinação com drogas alvo. O início do venetoclax requer várias visitas clínicas prolongadas com testes de laboratório e deve ser evitado, se possível, a menos que seja considerado o tratamento mais adequado para um paciente em particular.

Existe alguma nova recomendação para pacientes sem COVID-19 que já estão em terapia para LLC?

Sempre que possível, tentamos minimizar o número de visitas para quem está estável e se sai bem. Quando o acompanhamento é necessário, recomenda-se a utilização de laboratórios mais próximos de casa e o uso de telemedicina. A maioria continua terapias dirigidas a CLL em andamento em pacientes não afetados, com exceção de anticorpos monoclonais anti-CD20 e IVIG.

Devo continuar recebendo reposição de imunoglobulina?

Em pacientes sem COVID-19, continuamos apenas os tratamentos de IVIG para pacientes altamente selecionados com histórico de hipogamaglobulinemia e infecções graves ativas ou recorrentes, onde os benefícios potenciais são superados pelos riscos de comparecer à clínica para a infusão. Mesmo nesses casos, infusões menos frequentes devem ser consideradas sempre que possível (por exemplo, a cada 6-8 semanas) visando um nível de IgG de 400-500 mg / dl.

Em pacientes com LLC com COVID-19, o IVIG pode ser continuado. Dado o maior risco de eventos tromboembólicos (TE) com COVID-19, recomendamos a avaliação dos riscos versus benefícios em cada paciente e o monitoramento rigoroso dos sintomas da TE.

Tenho LLC e tenho sintomas leves (sem febre alta e sem sintomas respiratórios), qual é a sua estratégia de teste para SARS-CoV-2? 

O teste para SARS-CoV-2 em pacientes levemente sintomáticos com LLC depende da acessibilidade do teste, da disponibilidade de tratamento para COVID ou outras infecções e da necessidade de isolar um paciente COVID + de outros. Alguns testam apenas aqueles cujos sintomas justificam intervenção médica, a menos que o paciente já esteja em tratamento ambulatorial, principalmente por causa da disponibilidade limitada do teste e do risco de espalhar doenças ao levar o paciente ao ambulatório. Outros testam agressivamente o SARS-CoV-2 e outros vírus respiratórios, apesar dos sintomas leves devido ao risco de outros patógenos e ao desejo de isolar qualquer pessoa com um vírus respiratório transmissível. Todos os pacientes com sintomas mais graves devem ser testados.

Tenho LLC e apresento resultado positivo para SARS-COV2, muda algo em minha terapia? Depende do tipo de terapia (BTKi, PI3Ki, venetoclax, anticorpos, quimioimunoterapia etc.) ou da gravidade da infecção viral?

Para pacientes ambulatoriais com sintomas leves, não modificamos a terapia. Uma decisão sobre a modificação do tratamento em pacientes com sintomas mais graves depende da ponderação da agressividade da LLC e de um histórico de infecções freqüentes versus o risco teórico de complicações mais graves da COVID. Atualmente, não há evidências suficientes para sugerir que a abordagem deva ser diferente para classes específicas de medicamentos direcionados para LLC, e as decisões em relação à manutenção ou ao tratamento contínuo são tomadas caso a caso. Existe um consenso geral sobre a retenção de anticorpos monoclonais para pacientes positivos para COVID +. Se o paciente estiver em uso de um inibidor da sinalização BCR (ibrutinibe, acalabrutinibe, idelalisibe, duvelisibe), a descontinuação às vezes pode resultar em crises de LLC e liberação de citocinas que podem imitar alguns dos sintomas do COVID-19. Geralmente, a retomada do inibidor da sinalização BCR resulta na resolução desses sintomas em um período relativamente curto de tempo. pacientes.

Leucemia mielóide aguda (LMA)

*Atualização em 30 de março de 2020

Fui diagnosticado com LMA existe alguma nova recomendação à terapia de indução?

Como a LMA diagnosticada recentemente é considerada emergente do tratamento na maioria dos casos, a quimioterapia de indução intensiva ainda deve ser oferecida a pacientes elegíveis com 7 + 3 ou semelhante. Se a terapia de menor intensidade (como agentes hipometilantes + venetoclax) for considerada uma opção, alguns profissionais recomendariam esse tratamento por mais de 7 + 3 para minimizar as transfusões e a utilização de leitos de internação. A indução ambulatorial pode ser realizada, se possível, embora a segurança do atendimento hospitalar vs. ambulatorial para pacientes com LMA neutropênica não seja conhecida. As visitas de acompanhamento podem ser realizadas por videoconferência, quando possível. Os antimicrobianos profiláticos para pacientes com neutropenia prolongada devem incluir levofloxacina, posaconazol e aciclovir. Considere testar todos os pacientes para COVID-19 antes do início da indução; considere atrasar o tratamento, se possível, em pacientes com resultado positivo para COVID-19.

Existem novas recomendações para terapia de consolidação?

A terapia de consolidação / pós-remissão com citarabina em altas doses deve continuar a ser oferecida aos pacientes em remissão completa, considerando-se a diminuição do número de ciclos para 3 em vez de 4 e / ou a dose de citarabina para 1,5 g / m2 em vez de 3g / m2. O transplante alogênico de células hematopoiéticas consolidadas é limitado em muitas instituições; quando é oferecida, a criopreservação das células doadoras antes do início do condicionamento é agora freqüentemente usada, o que pode exigir um ciclo extra de consolidação. Considere testar o COVID-19 antes do início da consolidação.

E se o tratamento for para pacientes com leucemia recidivante / resistente?

Os esquemas padrão são recomendados se os ensaios clínicos não estiverem disponíveis. As re-induções intensivas de resgate ainda são consideradas, mas o benefício potencial deve ser ponderado contra as dificuldades dos pacientes, devido à prolongada permanência hospitalar e à restrição de visitantes, bem como à possível escassez de produtos sanguíneos nas próximas semanas. Para pacientes sem doença proliferativa ou dependência transfusional significativa, a terapia pode ser temporariamente adiada.

Algum dos medicamentos para leucemia interagem com potenciais terapias com COVID-19?

Ministrar quimioterapia na vigência de uma infecção conhecida por COVID-19 parece ser de alto risco. As interações medicamentosas devido à inibição do CYP3 ou ao prolongamento potencial do intervalo QT devem ser consideradas quando medicamentos como venetoclax ou gilteritinibe são usados.

Existem novas recomendações  para o uso de fator de crescimento ou nos limiares de transfusão para pacientes com LMA?

Deve-se considerar a redução dos limiares atuais de transfusão devido à escassez atual ou prevista no suprimento de bancos de sangue. Para pacientes sem anemia sintomática ou complicações hemorrágicas, considere diminuir o limite de hemoglobina para 7 g / dl e o limite de plaquetas para 10.000 / microlitro. Os fatores de crescimento podem ter um papel na diminuição da duração da neutropenia e no risco de neutropenia febril que requer hospitalização. Os anti-fibrinolíticos podem ser considerados para pacientes que necessitam de transfusão frequente de plaquetas e / ou pacientes refratários a transfusão de plaquetas.

A leucemia promielocítica (LPA) deve ser tratado de maneira diferente na era COVID-19?

Pacientes com LPA de baixo risco devem ser tratados com ATRA e ATO, preferencialmente, porém onde não for possível tal esquema pode-se utilizar a associação de ATRA e antraciclinas conforme o tratamento padrão. Pacientes de alto risco de LPA devem ser tratados com citorredução além de do tratamento padrão. Pacientes com alto risco de síndrome de diferenciação também podem ser tratados com dexametasona profilática, mas o aumento da linfopenia é de risco desconhecido em relação ao COVID-19.

Fonte: Dr. Marcel Brunetto, hematologista no Hospital Sírio Libanês, professor da Universidade de São Caetano do Sul e médico associado ao American College of Physicians.

Atualização em 30 de março de 2020*

Tenho mieloma múltiplo existe uma nova recomendação para abordagem da terapia inicial?

Pacientes com mieloma múltiplo com doença ativa precisam de tratamento para evitar morbimortalidade, apesar da pandemia de COVID-19; no entanto, o tratamento pode ser individualizado para limitar a exposição adicional ao COVID-19. Recomendamos iniciar a terapia tripla com bortezomibe, lenalidomida e dexametasona (VRD) por 6-8 ciclos, seguida pela manutenção da lenalidomida em pacientes que necessitam de tratamento. Pacientes idosos com mieloma podem começar com VRD ou daratumumab-Rd (DRd), dependendo do risco citogenético e de outras comorbidades e, se necessário, podem continuar apenas com Rd.

Existe alguma nova recomendação para terapia de manutenção?

Como o risco de recidiva do mieloma é maior sem tratamento, não recomendamos interromper a terapia de manutenção. O acesso estendido à lenalidomida pode ser fornecido aos pacientes por até 2 meses por vez, com check-ins por telemedicina e coleta de sangue em casa, conforme necessário, antes de iniciar um novo ciclo. Para pacientes de alto risco em manutenção de VRD, recomendamos a continuação da terapia, mas ela pode ser alterada para Rd, se apropriado. Se um paciente apresentar COVID-19 durante o tratamento de manutenção, é prudente interrompe-lo até a resolução da infecção.

Seria um boa opção alterara minha terapia para minimizar as visitas ao consultório? Por exemplo, mudar para regimes orais e menos frequentes? Por exemplo: com que frequência você está administrando infusões de bifosfonados?

Sempre que possível, recomenda-se o uso de regimes semanais e orais. Pacientes em esquemas com três medicamentos podem ser avaliados para utilizar regimes orais com duas drogas durante a pandemia de COVID-19, especialmente naqueles com doença estável e com citogenética de risco padrão. As consultas ambulatoriais para tratamento são restritas aos pacientes nos quais se espera que os benefícios de esquemas não orais com múltiplas drogas superem os riscos. Os pacientes que recebem bifosfonatos devem ser alterados para zometa a cada 3 meses ou essa classe de medicamentos pode ate ser suspensa durante esta pandemia. Laboratórios remotos, telemedicina e prescrição via correio devem ser usados ​​para diminuir as visitas ao consultório.

Sou candidato a transplante, existe alguma nova recomendação?

Para pacientes com mieloma elegíveis para transplante, recomenda-se adiar o transplante de células-tronco (incluindo coleta e armazenamento de HSPC) até a redução da pandemia. Nesses casos, a indução contínua de VRD por 6 e até 8 ciclos pode ser considerada. Pacientes que já estão no processo de coleta de células-tronco podem prosseguir com a coleta de células-tronco, mas o transplante em si deve ser adiado.

Fonte: Dr. Marcel Brunetto, hematologista no Hospital Sírio Libanês, professor da Universidade de São Caetano do Sul e médico associado ao American College of Physicians.

Atualização em 30 de março de 2020*

Tenho uma doença Mieloproliferativa (Policitemia Vera, LMC, Trombocitemia essencial, mielofibrose) – MPN, estou em alto risco de COVID-19?

Até o momento, pouco se sabe sobre o curso das pessoas com MPN que recebem COVID-19. Considera-se que pacientes prováveis ​​com mielofibrose intermediária 2 ou de alto risco, ou mielofibrose com inibidores de JAK, têm maior risco de se infectarem com COVID19. Além disso, alguns tratamentos para MPNs ou distúrbios cardiovasculares, trombóticos ou hematológicos co-mórbidos podem colocar os pacientes em maior risco de contrair infecções ou menos capacidade de se recuperar de infecções.

O tratamento de citorredução ou diminuição do núemro de células deve ser ajustada para diminuir o risco de desenvolver doença grave de COVID-19 em pacientes com MPN em tratamento?

Não. Atualmente, não temos dados sugerindo que drogas não imunossupressoras (hidroxiureia, IFNa, anagrelida) aumentem o risco de infecção por COVID-19 ou doença grave. Portanto, não estamos recomendando nenhum ajuste a essas terapias. Pacientes estáveis ​​devem ser atendidos por telemedicina e  utilizar laboratórios locais. Os pacientes mantidos em flebotomia por policitemia vera (PV) podem pular ou diminuir a frequência por um curto período se estiverem estáveis, embora seja recomendada uma ingestão aumentada de líquidos se tolerada para reduzir a viscosidade do sangue.

Uso um inibidor do JAK (ruxolitinibe) devo ter ajustado ou interrompido meu tratamento para diminuir o risco de COVID19?

Não. O efeito dos inibidores de JAK (JAKi) no desenvolvimento / agravamento do COVID19 é desconhecido e, de fato, o JAKi foi sugerido como uma possível terapia para tempestade de citocinas em pacientes com COVID19 em estado crítico. A interrupção abrupta do JAKi em pacientes com MPN controlados com sucesso pode resultar em debilitação, esplenomegalia progressiva ou raramente tempestade de citocinas, as quais poderiam potencialmente piorar o curso clínico do COVID-19. Portanto, neste momento, recomendamos adiar a terapia com JAKi se a situação clínica permitir até depois que o pico da pandemia tenha diminuído. Para os pacientes que estão respondendo, continuamos a terapia JAKi. Se o JAKi com ruxolitinibe precisar ser interrompido, os pacientes em doses de 5 mg ou mais duas vezes ao dia devem ser reduzidos com cautela.

Existe alguma nova recomendação para um paciente recém diagnosticado com MPN que se apresentaria para tratamento na atual pandemia?

Estamos iniciando a flebotomia para PV recém-diagnosticada com hematócrito> 48-50% e utilizando aspirina conforme apropriado. Os riscos e benefícios do início da terapia citorredutora em novos pacientes com PV devem ser pesados ​​apenas contra a flebotomia, em relação à frequência relativa de visitas e se a coleta de sangue para monitorar a contagem pode ser obtida localmente ou em casa. Para pacientes com TE, estamos avaliando de forma semelhante os riscos e benefícios de iniciar a terapia citorredutora antes do início, mas ainda assim prosseguimos para pacientes com indicações claras, como eventos trombohemorrágicos ativos / anteriores versus atraso se a indicação for idade ou risco cardiovascular. Para pacientes com mielofibrose, estabelecemos prognóstico pelo MIPSS / DIPSS-Plus ou equivalente, prestamos cuidados de suporte adequados e pesamos cuidadosamente os riscos e benefícios do início do ruxolitinibe. A investigação para transplante de células-tronco para MF pode prosseguir, mas o transplante provavelmente seria adiado até o risco de infecção por COVID19 ter diminuído significativamente.

Estou com  infecção por COVID-19 e tenho uma doença mieloproliferativa a terapia  deve ser ajustada ou interrompida?

Não, exceto se houver interações medicamentosas. Em pacientes que iniciam medicações direcionadas ao coronavírus e estão em uso de ruxolitinibe, pode-se considerar uma modificação da dose de ruxolitinibe (principalmente para baixo se em lopinavir / ritonavir [Kaletra®]), mas a interrupção abrupta do ruxolitinibe deve ser evitada, caso contrário, há risco de agravamento repentino da reação de citocinas por mielofibrose e também pela infecção por COVID-19. A terapia citorredutora (hidroxiureia, anagrelida, interferon) não precisa ser ajustada empiricamente em alguém com COVID-19.

E anticoagulação oral, deve ser ajustada? E os outros agentes em pacientes com MPN que recebem terapia anti-retroviral para COVID-19?

Sim. Se um paciente com MPN já estiver em anticoagulação e desenvolver COVID-19, mude para a heparina de baixo peso molecular (HBPM). Os pacientes que tomam aspirina devem continuar o tratamento, principalmente se a aspirina for administrada para prevenção secundária de isquemia cardíaca ou cerebrovascular. No entanto, a adição de doses profiláticas de HBPM à aspirina em andamento deve ser avaliada em relação à possível presença de fatores de risco para sangramento, principalmente considerando que uma proporção de pacientes com COVID-19 pode desenvolver trombocitopenia grave. O monitoramento cuidadoso da contagem de células sanguíneas e dos parâmetros de coagulação é necessário para atuar nas  citopenias ou anormalidades da coagulação em pacientes com doenças mieloproliferativas com alto risco de sangramento e trombose.

Fonte: Dr. Marcel Brunetto, hematologista no Hospital Sírio Libanês, professor da Universidade de São Caetano do Sul e médico associado ao American College of Physicians.

Atualização em 28 de março de 2020*

Sou um paciente com Síndrome Mielodisplásica (SMD) tenho maior probabilidade de contrair COVID-19 ou de ficar gravemente doente por esse motivo?

Ainda não existem dados indicando que pacientes com SMD ou condições relacionadas têm maior probabilidade de contrair COVID-19 do que pacientes com medula óssea totalmente funcional. A neutropenia e os defeitos funcionais dos neutrófilos que muitos pacientes com SMD têm aumentam o risco de infecções bacterianas e fúngicas em uma extensão muito maior do que o risco de infecções virais.

Dito isto, estudos preliminares parecem indicar que uma alta porcentagem de pacientes hospitalizados tem diagnóstico de câncer atual ou anterior, e pacientes com SMD que foram submetidos recentemente a transplante alogênico de células hematopoiéticas têm um risco acentuadamente aumentado de infecção viral e esse risco provavelmente se estende aos coronavírus. Portanto, é razoável presumir que pacientes com SMD, particularmente aqueles que são mais linfopênicos ou que foram submetidos a transplantes no último ano, estão comprometidos em sua capacidade de conter o vírus uma vez infectado e têm maior probabilidade de hospitalização e possível necessidade de tratamento intensivo. A neutropenia também pode aumentar o risco de uma infecção bacteriana secundária após a infecção viral.

Meu médico deve mudar o tratamento para minha SMD? (tratamento inicial, escolha do tratamento, considerações sobre transplante)

Pacientes com SMD de alto risco (pontuação IPSS-R> 3,5) ainda devem iniciar a terapia com um agente hipometilante sem demora e sem ajuste da dose. Aqueles que já fazem uso dessa terapia com tolerância e resposta clínica adequadas devem continuar, dado o risco de recidiva se os agentes hipometilantes forem descontinuados. Não está claro se os agentes hipometilantes influenciam o curso clínico da infecção por COVID-19; agentes hipometilantes alteram a resposta celular do interferon tipo 1, o que hipoteticamente poderia alterar a replicação ou a resposta celular aos vírus, mas não há evidências de significado clínico dessa observação.

Para pacientes com SMD de menor risco (escore IPSS-R <3,5), os objetivos da terapia são minimizar as transfusões e melhorar a qualidade de vida. Nesses pacientes, os tratamentos que correm o risco de comprometer o sistema imunológico podem ser razoavelmente retardados. A terapia que resulta em maior contato com um ambiente de assistência médica (por exemplo, com freqüentes exames laboratoriais para monitoramento ou visitas a injeções) pode ser atrasada. Terapias que reduzam as necessidades de transfusão (como agentes estimuladores da eritropoiese) podem resultar em uma diminuição de visitas a serviços de saúde e potencial exposição viral, e, portanto, podem ser consideradas.

O transplante alogênico ainda pode ser viável, mas pode ser difícil obter células  tronco de doadores não relacionados, principalmente de fora dos Estados Unidos. Algumas instituições podem precisar adiar os transplantes alogênicos devido à falta de leitos hospitalares disponíveis, principalmente em unidades de terapia intensiva, mas isso pode aumentar o risco de progressão da doença e deve ser avaliado caso a caso com seu médico.

Possuo SMD, na atual epidemia quando devo ser transfundio(a)?

Dada a evolução da escassez de produtos sangüíneos em muitos locais, é razoável tentar aumentar os intervalos de transfusão e reduzir os limiares de transfusão de hemácias para uma hemoglobina de 7 g/dl ou menos para pacientes com SMD que tolerem isso. Isso pode precisar ser modificado para pacientes sintomáticos ou com certas comorbidades, como doença cardiopulmonar grave. As plaquetas devem ser transfundidas para níveis 10 x 109/L ou inferiores, ou para sangramento sintomático, conforme os cuidados habituais. No momento, não há evidências de que o COVID-19 possa ser transmitido em produtos derivados de sangue.

Qual frequência devo visitar meu médico?

Reconhecendo que os pacientes com SMD e condições relacionadas geralmente apresentam uma medula óssea significativamente comprometida e requerem transfusões e avaliações frequentes, se for possível reduzir ou eliminar as visitas pessoais e as verificações laboratoriais possíveis. Os pacientes com SMD e aqueles com condições relacionadas que estão sendo seguidos com uma abordagem expectante podem ter visitas postergadas até que o risco de COVID-19 diminua ou espaçadas para que ocorram com menos frequência. Para aqueles que recebem terapia ativa, pode não ser possível alterar a frequência das visitas, pois o monitoramento regular das contagens sanguíneas ainda é clinicamente necessário. Nesses pacientes, as visitas aos laboratórios devem continuar, mas os exames diretos podem ser minimizados ou eliminados caso a caso.

Se eu tiver febre e neutropenia meu tratamento deve ser alterado durante a atual pandemia?

Pacientes com SMD com neutropenia febril permanecem em maior risco de infecções com risco de vida. A avaliação clínica nos prazos padrão permanece apropriada com acesso a antibióticos, conforme apropriado. O teste do COVID-19 deve permanecer direcionado aos sintomas em pacientes com novos sintomas respiratórios (febre, tosse, falta de ar, dor de garganta.) O acetaminofeno é preferível ao ibuprofeno por reduzir a febre.

Os pacientes com SMD e aqueles com condições relacionadas (por exemplo, aqueles com Del (5q) sendo tratados com lenalidomida) devem armazenar medicamentos?

No momento dessas recomendações, não havia relatos de escassez de medicamentos específicos para pacientes com SMD e condições relacionadas. Não existe um processo para fornecer uma quantidade de medicamento maior do que os suprimentos mensais típicos.

O transplante de medula óssea (TMO), também chamado por transplante de células-tronco hematopoiéticas, é uma importante opção no combate aos cânceres do sangue, como as leucemias, linfomas, mieloma múltiplo e mielodisplasia. Seu objetivo, na maior parte dos casos, é curativo.

Ele pode ser realizado com as próprias células dos pacientes (autólogo), com doadores 100% compatíveis (alogênico aparentado ou não) ou com doadores 50% compatíveis (haploidênticos, apenas com doadores aparentados, como mãe ou pai).

Mas este procedimento exige cuidados importantes:

  • É preciso que o paciente fique internado no hospital, tanto para o condicionamento (preparação pré-TMO), como também para o procedimento em si e sua total recuperação.
  • Após o transplante, no pós-TMO, especialmente para aqueles que fizeram o alogênico, também é necessário ter uma atenção especial. A imunidade fica muito baixa e o risco para contrair infecções fica altíssimo, além de o paciente apresentar riscos para rejeição da medula recebida, conhecida por DECH.

E por motivos como estes, há necessidade de ficar hospitalizado, com acompanhamento contínuo da equipe médica.

Neste momento que vivemos, estar no ambiente hospitalar pode não ser indicado. Por isso, o médico irá avaliar, de maneira individual, a urgência do TMO para o paciente. E se o procedimento puder ser adiado, será, de fato, postergado.

Para os casos de urgência, o TMO poderá ser realizado, mas o paciente deverá:

  • Ser submetido ao teste de PCR para COVID-19 no momento da avaliação e dois dias antes do condicionamento.
  • Se o teste não estiver disponível e o paciente estiver sintomático, deve aguardar no mínimo 14 dias e ausência de sintomas.
  • Se positivo e sintomático, fazer testes de imagem.
  • Evitar lavado bronco-alveolar, a não ser que haja suspeita de co-infecções.
  • Se o paciente estiver assintomático, mas positivo para a COVID-19, o transplante deve ser postergado até dois testes darem negativo ou por, no mínimo, 14 dias.
  • Se o paciente teve contato próximo com alguém infectado, será necessário aguardar entre 14 e 21 dias para a realização do transplante. Também será monitorado de perto, além de realizar dois testes para a COVID-19, com uma semana de intervalo.
  • Também é importante avaliar o estoque de componentes de sangue e se há vaga na terapia intensiva.

Se você está cadastrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), ou já foi chamado para a doação, é possível que tenha dúvidas com relação ao procedimento durante a pandemia do coronavírus.

Não existe evidência de transmissão por sangue. Ou seja, a doação da medula óssea não está proíbida neste momento. Mas alguns cuidados devem ser seguidos:

  • Doador que seja positivo para a COVID-19 poderá doar o sangue da medula óssea somente após 28 dias, se não tiver mais sintomas e os resultados para a infecção estiverem negativos.
  • Doador que teve contato com pacientes positivos para a COVID-19 também deverá aguardar por 28 dias e resultados negativos para a infecção.
  • Doador que não for aparentado (da família) deverá ter o sangue da medula óssea congelado e sempre disponível no local, antes de começar o condicionamento. Se os médicos responsáveis tiverem dúvidas quanto à presença da infecção no doador, não iniciar o procedimento antes de 14 dias. Avaliar se não haverá sintomas e realizar o teste PCR.

Infelizmente, ninguém está livre de contrair a infecção causada pelo coronavírus. É fundamental seguir todos os cuidados de prevenção, ainda mais se você é parte do grupo de risco. Mas, se ainda assim, você passou a apresentar os sintomas da COVID-19, recomenda-se que:

  • Seja realizado o teste do PCR para a confirmação da infecção e, durante este processo, o paciente precisa ser isolado em quartos de pressão negativa.
  • No hospital, é muito importante que este paciente não seja levado para as alas de Hematologia e TMO.
  • Caso o resultado dê positivo para a COVID-19, iniciar o protocolo de tratamento para os sintomas. No momento, estão sendo utilizados medicamentos como hidroxicloroquina/azitromicina, plasma de convalescentes, imunoglobulina endovenosa, tocilizumab com antimicrobianos de amplo espectro.

Desde que surgiram os primeiros casos de coronavírus, a Organização Mundial da saúde (OMS) e o Ministério da Saúde vêm divulgando uma série de diretrizes a serem adotadas no combate à COVID-19, tanto para a população, quanto ao ambiente de trabalho.

Em 6 de fevereiro de 2020, foi publicada a lei federal nº 13.979, com medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública, de importância internacional, decorrente do coronavírus, dentre elas, o isolamento social e a quarentena.

Considera-se isolamento a separação de pessoas doentes ou contaminadas de maneira a evitar a contaminação ou a propagação do coronavírus, e quarentena a restrição de atividades ou separação de pessoas suspeitas de contaminação das pessoas que não estejam doentes, de maneira a evitar a possível contaminação ou a propagação do coronavírus.

Nesses casos, ou seja, na decretação da quarentena ou isolamento social, a ausência ao trabalho será considerada como falta justificada, não podendo haver desconto no salário ou na remuneração, por força do disposto no § 3º, do artigo 3º, da Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, que trata das medidas de emergência para enfrentamento do coronavírus, que assim dispõe: “Será considerada falta justificada ao serviço público ou à atividade laboral privada o período de ausência decorrente das medidas previstas neste artigo.”

Quando não há a decretação da quarentena ou isolamento, a fim de se evitar a propagação da doença, os empregadores poderão adotar as seguintes recomendações:

1) Teletrabalho (home office): por todos os colaboradores que possam prestar serviços remotamente, em especial aqueles que compõe o grupo de risco: trabalhadores com idade acima de 60 anos, pessoas portadoras de diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, doenças graves, renais crônicos, doenças respiratórias crônicas e imunodeprimidos.

O teletrabalho tem respaldo no artigo 75-C da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Devem ser observados os limites do contrato de trabalho, que inclui, além das atribuições do empregado, os dias contratados e a jornada de trabalho diária e semanal.

2) Revezamento: o empregador pode optar pelo sistema de revezamento entre os trabalhadores que não possam ser totalmente afastados.

3) Reuniões presenciais: as reuniões presenciais devem ser evitadas, bem como viagens e participação em eventos.

4) Afastamento do trabalho: o empregador deve determinar o afastamento do empregado do ambiente de trabalho se ele apresentar qualquer sinal de resfriado, ou de gripe, tais como espirros, tosse, febre, ainda que com temperatura baixa, ou que tiver contato com pessoas com suspeita de coronavírus, arcando com os respectivos salários.

Se, por recomendação médica ou de agente de vigilância epidemiológica, houver necessidade de afastamento por período maior, o trabalhador poderá ficar em isolamento por até 14 dias, para investigação clínica ou laboratorial, podendo esse prazo ser prorrogado por igual período, havendo risco de transmissão.

5) Férias: poderá ser utilizado do instituto das férias, inclusive das férias coletivas.

6) Licença remunerada: para os trabalhadores impossibilitados de fazer home office, o empregador poderá conceder licença remunerada, ou seja, afastamento com pagamento de salário, por prazo superior a 30 dias, em virtude de paralisação parcial ou total dos serviços da empresa. Neste caso o empregado perderá o direito às férias do respectivo período (CLT, art.133, III).

A Medida Provisória nº 927 de 22 de março de 2020, acrescentou ainda outras possibilidades, além anteriores:

  • Antecipação de férias individuais para o trabalhador que tenha menos de 12 meses no emprego.
  • Aproveitamento e a antecipação de feriados, como os feriados federais, estaduais e municipais.
  • Banco de horas: compensação das ausências no banco de horas estabelecido por acordo individual ou coletivo, com prazo de 18 meses a contar da data do encerramento do estado de calamidade pública.

Portanto, o trabalhador, paciente em tratamento ou em remissão, que for convocado para trabalhar durante a epidemia de coronavirus no Brasil, poderá, a critério médico, se afastar, mediante atestado/relatório médico que comprove estar no grupo de risco mais suscetível à doença.

Caso não seja possível, o trabalhador poderá conversar com o empregador para se adotar uma das alternativas acima descritas.

*Texto escrito por Renata Delcelo Von Eye, advogada da Abrale.

Como você está se cuidando durante o isolamento social? Tem conseguido organizar os seus pensamentos? Compreender o que sente e porque se sente assim?

Por meio deste texto, vamos abordar as principais reações emocionais que você pode apresentar durante este periodo tão delicado que todos nós estamos passando juntos. Distantes fisicamente, mas sempre juntos!

De repente, ligamos a televisão e os noticiários não param de informar sobre as situações no Brasil e no mundo, em relação à propagação do Coronavírus. Diariamente eles dão dicas de como se cuidar, o que evitar fazer, comércios fechando, vídeos de especialistas, questões políticas, entre outros.

E com certeza passou pela sua cabeça: e agora, como fico nesse momento?

Pacientes oncológicos precisam de cuidados específicos durante seu tratamento, principalmente no que se refere à queda da imunidade do corpo. Além dos cuidados com a alimentação, manter dentro do possível atividades físicas, ter momentos de lazer e cuidar do lado espiritual e de suas emoções também é fundamental.

Quando o paciente recebe a informação sobre o diagnóstico de câncer, ele é “convidado” a transformar toda a sua vida, e passa a ter uma rotina diferente tanto no âmbito pessoal, com seus amigos e familiares, quanto na sua vida profissional, em seu trabalho.

A informação sobre o coronavirus chegou muito rápido em nossas casas, e tem invadido nossas vidas pelos diversos canais de comunicação, como a televisão, computador, celular, rádio, entre outros. E todos nós precisamos reorganizar, de forma rápida e prática, as atividades do nosso dia-a-dia.

Todos esses assuntos surgiram em menos de 1 mês e provavelmente a primeira sensação que tivemos foi o medo. Essa emoção faz parte da reação natural do ser humano, como forma de se proteger de algo, quando sentimos ser uma ameaça.

Junto com o medo, pode vir também a sensação do “aperto no peito”, ansiedade e incertezas diante do futuro que não sabemos ao certo como será. Em alguns momentos você pode sentir-se sozinho e triste também, afinal, você está em tratamento e sabemos o quanto é importante ter atenção à sua saúde!

Procure tirar suas dúvidas com o(a) médico(a) que acompanha seu caso e ele(a) poderá lhe auxiliar! Os centros de tratamento estão utilizando métodos de comunicação à distância e isso pode ajudar, e muito, nesta comunicação.

Mas saiba que todas essas sensações fazem parte do momento atual em que vivemos.  Tais sentimentos, inclusive, podem alternar. Ou seja, ora você se sente triste e com medo, ora irritado e entediado, pois precisa permanecer em casa, protegido.

As oscilações de humor são compreensíveis diante do cenário atual. Porém, é importante que você cuide das suas emoções, pois em tempos difíceis, nossos sentimentos podem ficar mais intensos e nos causar sofrimento.

Veja algumas dicas que preparamos especialmente para você:

– Escolha um meio de comunicação, de repente um jornal em específico, para saber sobre o coronavirus. Mas ainda que se informar seja muito importante, procure intercalar com filmes e séries, por exemplo, para distrair um pouco sua mente.

– Se concentre no que pode fazer HOJE, e organize suas atividades dentro de casa (tarefas domésticas, compras, trabalho à distância).

– Reserve um momento do dia para CUIDAR DE VOCÊ. Então, faça aquela comidinha que tanto gosta, leia um bom livro, aproveite para meditar, escutar e dançar aquela música predileta, fazer artesanato…

– Conecte-se com o que lhe faz BEM. Fé e espiritualidade também podem ser trabalhadas durante este momento.

– Entre em contato com seus amigos e familiares por meio de chamadas de vídeo ou mesmo telefonemas. Precisar ficar isolado não significa ter que ficar sozinho.

– Procure ajuda profissional, de um(a) psicólogo(a).

A Abrale oferece os atendimentos psicológicos online gratuitos para pacientes e seus familiares também. Ele é semelhante ao presencial, porém, é realizado por meio da chamada de vídeo ou de voz. O sigilo e o cuidado permanecem com todos os assuntos que vocês compartilham durante o atendimento.

O objetivo principal do acompanhamento psicológico é oferecer um espaço de escuta, de acolhimento e, para juntos, pensarmos em novas maneiras de enfrentar esta e outras situações.

Vocês não estão sozinho! Entre em contato pelo [email protected] ou (11) 3149-5190 e agende seu atendimento.

*Texto escrito por Agnes Sawo, psicóloga da Abrale

Ter uma boa imunidade  pode, sim, ajudar no combate aos vírus. E uma boa alimentação é fundamental para isso, em especial quando se está em tratamento oncológico. Vejas as informações completas neste livro de receitas, escrito por profissionais do hospital A.C.Camargo Cancer Center.

Livro de Receitas – A.C.Camargo Cancer Center

Livro de Receitas

Por conta da pandemia do coronavírus, as campanhas de vacinação contra a gripe foram adiantadas. No sistema público de saúde, idosos e profissionais de saúde foram os primeiros a serem imunizados. A próxima etapa, com início em 16 de abril de 2020, irá imunizar pacientes crônicos, como aqueles que têm câncer.

É importante dizer que a vacina contra a gripe não protege e nem previne a COVID-19.

Qual a diferença entre gripe e resfriado?      

De acordo com a Dra. Michelle Zicker, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, são os tipos de vírus que irão determinar se uma pessoa está gripada ou resfriada.

Segunda a médica, a gripe é causada pelo vírus influenza e por qualquer um de seus subtipos. E apenas por ele. Já o resfriado comum pode ser causado por cerca de 200 vírus diferentes, tendo como mais comum o rinovírus. Outro ponto importante que diferencia um do outro são os sintomas apresentados.

Sintomas da gripe x resfriado

Na gripe, o paciente pode apresentar: prostração, desanimo, corpo cansado, febre alta, dor de cabeça e garganta, tosse e congestão nasal.

Já o resfriado por causar: espirros, nariz escorrendo, tosse, mas sem comprometer muito o corpo.

Para o resfriado, geralmente repousar e tomar bastante líquido podem ser a principais formas de tratametno. Já na gripe, alguns grupos populacionais considereados de risco, e que podem desenvolver a forma mais grave da doença, devem prevenir, tomando a vacina contra o influenza.

De acordo com a Dra. Michelle, quando a gripe se complica e torna-se um quadro agudo viral, ela pode predispor o indivíduo a uma infecção bacteriana sobreposta, por toda a questão da baixa imunidade, pela reação inflamatória que o vírus causa nas vias aéreas superiores e inferiores, podendo surgir uma pneumonia, que necessitará de um tratamento específico, com antibióticos.

Quem deve tomar a vacina

Qualquer pessoa pode tomar a vacina contra a gripe, mas nas campanhas realizadas pelo Ministério da Saúde estão no grupo de prioridades:

– Idosos

– Crianças menores de 5 anos

– Gestantes

– Portadores de doenças crônicas, cardiológicas e pulmonares

– Pacientes imunossuprimidos, como aqueles em tratamento do câncer

Como funciona a vacina contra a gripe para pacientes oncológicos

Ela é feita com o vírus inativado, extraído da proteína do ovo. E é justamente por ter um vírus inativo que não há o risco do indivíduo que for vacinado desenvolver uma gripe por causa da vacina. O paciente em tratamento oncológico pode, e deve, tomar a vacina contra a gripe.

A recomendação da Dra. Michelle é que a vacinação aconteça na pausa entre os ciclos de quimio e radioterapia, já que neste momento a imunidade do paciente está melhor, com neutrófilos acima de mil.

Mas, o paciente pode ficar tranquilo, pois esta é uma vacina segura e não causa a gripe!

Há alguma contraindicação?

Sim, mas elas não estão ligadas ao tratamento do câncer em específico. Como vimos, essa é uma vacina feita à base da proteína do ovo. Então para quem tem alergia grave a ovo, ela está contraindicada. Se o paciente estiver com doença febril aguda também é recomendado fazer a vacina quando o sintoma não estiver mais presente.

Como efeitos colaterais, é possível que algumas pessoas sintam um pouco de dor local, febre baixa e mal-estar nas primeiras 48h após a aplicação.

Vacina contra a gripe durante o coronavírus

Sim, é verdade que a vacina contra a gripe não protege e nem previne a infecção causada pelo novo coronavírus, a COVID-19.

Mas ela pode, sim, ajudar. Ao proteger as pessoas que são parte do grupo de risco, a vacina impedirá uma sobrecarga do sistema respiratório que poderia ser mais grave, em eventual contágio pelo coronavírus.

Receber a vacina também ajuda as equipes médicas a diferenciar entre gripe e Covid-19, doença desencadeada pelo novo vírus Sars-Cov-2. Afinal, se a pessoa está imunizada contra o influenza e mesmo assim apresenta sintomas como febre e falta de ar, este tipo de vírus pode logo ser descartado.

Onde tomar a vacina da gripe

No sistema público, de acordo com o Ministério da Saúde, 41 mil postos de saúde por todo o país estão abertos para a vacinação contra a gripe. Mas lembre-se de evitar aglomerações e sempre ficar a mais de 1 metro de distância em possíveis filas.

No sistema privado de saúde, o paciente já pode tomar a vacina contra a gripe a qualquer momento. Mas é importante marcar com antecedência, para evitar locais lotados.

Vacina contra a pneumonia – Quem deve tomar!

A pneumonia é uma doença temida por todos. Mas em alguns grupos de risco, como os pacientes em tratamento do câncer, ela pode ser considerada ainda mais perigosa.

Causada por infecções que se instalam nos pulmões, ela acontece no espaço alveolar (onde ocorre a troca gasosa do ar), quando há penetração de um agente infeccioso como bactérias, vírus, fungos e até mesmo por reações alérgicas.

Dentre seus principais sintomas estão: febre alta, tosse, dor no tórax, falta de ar, secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada e prostração.

Alguns fatores de risco estão associados ao desenvolvimento da pneumonia:

  • Cigarro, por conta da reação inflamatória
  • Álcool, porque interfere no sistema imunológico
  • Ar-condicionado, por deixar o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e basctérias
  • Gripes mal cuidadas
  • Estar imunossuprimido

Previna-se contra a pneumonia!

A pneumonia tem tratamento e o uso de antibióticos será necessário para eliminar a infecção dos pulmões. Porém o caminho mais assertivo é a vacinação!

Em tempos de coronavírus, são diferentes os motivos para que o paciente oncológico tome a vacina:

  1. Infecções virais, como a COVID-19, comprometem o sistema imunológico e aumentam o risco de infecções e contaminação bacteriana.
  2. A exposição hospitalar deve ser evitada neste momento e, caso um paciente desenvolva uma pneumonia, a visita ao médico será fundamental.
  3. Em casos mais graves, é possível que o paciente com pneumonia precise ser internado e usar respiradores mecânicos. Mas tais serviços também são essenciais aos casos severos da COVID-19 e percisamos racionalizar o uso dos aparelhos, para que não faltem a ninguém!

São duas as vacinas existentes para a prevenção da pneumonia:

Pneumocócica conjugada 13 valente (VPC13) – Protege contra infecções invasivas causadas por 13 subtipos da bactérias pneumococo, que podem causar não só a pneumonia, como também meningite, otite, dentre outras doenças.

Pneumocócica Polissacarídica 23-valente (VPP23) – Protege contra infecções causadas por 23 subtipos da bactéria pneumococo, que causam pneumonia, meningite e otite.

Pacientes com câncer podem tomar a vacina?

Pacientes com cânceres hematológicos, como leucemias e mieloma múltiplo, estão na lista daqueles que podem, e devem, tomar as vacinas contra a pneumonia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBIm)a, inclusive, eles fazem parte do grupo que têm maior probabilidade de desenvolver a doença infecciosa.

Com base em evidências de que a VPC13 proporciona níveis de anticorpos melhores e possível maior longa persistência em pessoas com doenças crônicas, como o câncer, e considerando a sugestão de que o uso da vacina conjugada permite uma resposta de reforço maior para grupos de riscos, a SBIm recomenda, para qualquer idade, o uso sequencial de VPC13 e VPP23, com intervalo de 2 meses entre elas.

A vacina será indicada para pacientes que darão início ao tratamento com quimioterapia e radioterapia e também para aqueles que fizeram um transplante de medula óssea.

Onde receber a vacina

No sistema público de saúde, as duas vacinas estão disponíveis nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie). Veja a lista completa em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/centro_referencia_imunobiologicos_especiais.pdf

Porém, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apenas alguns grupos de pessoas podem ser beneficiados. Veja abaixo.

Pneumocócica conjugada 13 valente:

  • Pacientes oncológicos
  • Transplantados de células-tronco hematopoiéticas (TMO)
  • Portadores do HIV
  • Transplantados de órgãos sólidos

Pneumocócica polissacarídica 23 valente (maiores de dois anos):

  • Pacientes com imunodeficiência por causa de câncer
  • Transplantados de medula óssea ou órgãos sólidos
  • Portador de HIV
  • Asplênia anatômica ou funcional e doenças relacionadas (não funcionamento do baço)
  • Pneumopatias crônicas, exceto asma
  • Asma grave em uso de corticoide em dose imunossupressora
  • Cardiopatias crônicas (problemas no coração)
  • Nefropatias crônicas/hemodiálise/síndrome nefrótica (problemas nos rins)
  • Diabetes mellitus
  • Fístula liquórica (defeito no osso que separa o nariz do cérebro)
  • Fibrose cística (produção de muco nos pulmões e no pâncreas)
  • Doenças neurológicas crônicas incapacitantes
  • Implante de cóclea (casos de surdez)
  • Trissomias (como a síndrome de Down)
  • Imunodeficiências congênitas
  • Doenças de depósito (defeito na função dos lisossomos, por exemplo)

Também é oferecida:

  • À população indígena
  • A pessoas com mais de 60 anos que vivam acamadas ou em instituições fechadas;
  • E a bebês menores de 1 ano de idade, nascidos com menos de 35 semanas de gestaçãoe submetidos à assistência respiratória (CPAP ou ventilação mecânica).

Já nas clínicas particulares, a vacina está disponível para toda população.

Muitas vezes, o paciente com câncer precisa sair de sua cidade ou estado para realizar o tratamento. E as casas de apoio são essenciais neste momento, pois oferecem moradia e acolhimento, inclusive aos familiares.

Sabendo da importância deste serviço para a vida de tantas pessoas, a Abrale estabeleceu-se como uma ponte entre as empresas dispostas a contribuir e estas instituições, intermediando e facilitando as doações de itens essenciais como máscaras, álcool em gel e produtos de limpeza.

E você também pode ajudar! Veja a lista completa aqui.

Algumas entregas já realizadas

Back To Top